The Story of Cap & Trade (2009) – Teaser

Para quem gostou do vídeo anterior, cá vai uma espécie de continuação.

The Story of Stuff

Módulo sobre Urbanismo e Mobilidade em cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA)

Recentemente deparei-me com uma situação que me deixou um pouco perplexa e que parece nada ter a ver com Arquitectura. Logo me dirão.

Desde 2006 que dou formação/ consultoria formativa. Por razões diversas, e não porque seja essa a minha vontade específica, essa actividade tem sido desenvolvida na área da informática e não directamente na área da Arquitectura. Dou formação porque é uma actividade através da qual me mantenho activa em termos de estudo, porque me permite criar relações com pessoas com diferentes histórias de vida e experiências profissionais e porque me permite complementar os meus rendimentos profissionais.

Em Fevereiro deste ano fui contratada para dar formação em módulos de informática num curso de Educação e Formação de Adultos, de nível III, (equivalência ao 12º ano).

Como estes cursos têm dois módulos denominados de “Modelos de Urbanismo e Mobilidade” e de “Culturas de Urbanismo e Mobilidade”, o primeiro da área de competências chave de “Sociedade, Tecnologia e Ciência” (STC) e o segundo de “Cultura, Língua e Comunicação” (CLC),  foi-me proposto que desse um desses módulos. Seria uma experiência interessante, e mais próxima da minha área de formação de base.  No entanto, logo se verificou que eu não reunia as competências legais para leccionar este módulo.

Segundo o Despacho dos Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e do Ministério da Educação, entidades que tutelam o Programa das Novas Oportunidades, onde se definem as competências chave dos formadores dos módulos base onde se inserem os temas de Urbanismo e mobilidade, as minhas habilitações não são adequadas ou suficientes.

9—No âmbito do referencial de competências-chave de nível secundário, os formadores que integram a equipa técnico-pedagógica dos Centros Novas Oportunidades devem possuir habilitação para a docência no ensino secundário, de acordo com os normativos legais em vigor, para os grupos de recrutamento indicados em cada uma
das áreas de competências-chave:
a) Cidadania e profissionalidade—História (código 400), Filosofia (código 410), Geografia (código 420) ou Economia e Contabilidade (código 430);
b) Sociedade, tecnologia e ciência—Economia e Contabilidade (código 430), Matemática (código 500), Física e Química (código 510) ou Biologia e Geologia (código 520);
c) Cultura, língua, comunicação—Português (código 300), História (código 400) ou Filosofia (410).

Despacho n.o 11 203/2007

Num primeiro contacto com a Ordem dos Arquitectos, através do apoio à prática profissional da Secção Região Norte, a quem expus a situação, foi-me sugerido que complementasse a minha formação de modo a cumprir os requisitos previstos no referido despacho.

Essa resposta não acrescentava nada ao que eu própria podia interpretar do despacho. Por isso coloquei a questão à OASRN noutros termos, mais específicos, e que passo a citar:

Considerando o esclarecimento que me apresentou (a representante da OASRN), que remete para a informação que me tinha sido dada pela entidade formadora, eu poderia e posso, de facto, a nível individual, tentar resolver a minha própria situação complementando a minha formação.

No entanto, o problema continuará a manter-se para qualquer Arquitecto que com ele se depare. Não será este um assunto de interesse para a classe?

Não será do interesse da Ordem dos Arquitectos que os decretos e regulamentos da responsabilidade do Estado que definem as habilitações necessárias para dar formação em áreas relacionadas com a Arquitectura não excluam Arquitectos? Não será possível que o diálogo entre a Ordem dos Arquitectos e a tutela (neste caso o Ministério do Trabalho e da Segurança Social) esclareça que módulos de formação como “Modelos de Urbanismo e Mobilidade” (STC6) e “Culturas de Urbanismo e Mobilidade” (CLC6), claramente áreas disciplinares próximas da Arquitectura e do Urbanismo, possam ser leccionados também por Arquitectos? Actualmente, o diploma prevê que estes módulos possam ser leccionados por profissionais de áreas disciplinares tão diversas como Economia ou Contabilidade, Matemática, Física ou Química, Biologia ou Geologia, Português, História ou Filosofia.

A análise desta questão num quadro mais vasto de afirmação da formação dos Arquitectos e das suas competências específicas no contexto de todos os referenciais de formação e das habilitações requeridas para integrar as equipas técnicas de formação em Centros de Novas Oportunidades, Cursos EFA e demais iniciativas públicas de formação, pode alargar significativamente as possibilidades de exercício profissional a todos os Arquitectos, desígnio que, no contexto actual de crise, deveria mobilizar os melhores esforços da Ordem dos Arquitectos.

Mais do que um parecer jurídico, na realidade, o que me pareceria útil seria uma posição da Ordem dos Arquitectos sobre a forma como a formação e competências específicas dos Arquitectos têm sido sistematicamente ignoradas na regulamentação destas áreas.

E depois deste “manifesto” fui contactada pela OASRN que me informou que o assunto seria remetido para  Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos para apreciação.

Não sei se terá algum resultado, mas congratulo-me por um pequeno passo que dei na procura de algum reconhecimento das competências dos arquitectos.

Mestrado em Construção e Reabilitação Sustentáveis

Depois de um interregno de 6 anos, vou voltar a estudar.

Fui aceite no Mestrado em Construção e Reabilitação Sustentáveis, pela Universidade do Minho, para o biénio 2009-2011.

O Curso de Mestrado em Construção e Reabilitação Sustentáveis visa acrescentar conhecimentos a alunos com formação em Engenharia Civil, Arquitectura ou em áreas afins, de uma forma que actualmente não é contemplada ao nível das Licenciaturas e Mestrados em Engenharias e/ou Arquitectura, estando organizado numa combinação de teoria, prática e experimentação, num contexto de formação orientada por projecto, de acordo com as orientações de Bolonha.

O Curso possui duas opções, correspondentes a 2 áreas de aplicação emergentes – Opção de Concepção e Gestão Sustentável de Edifícios e Opção de Conservação e Reabilitação de Edifícios – e compreende uma parte escolar e de preparação à dissertação, ocupando os dois primeiros semestres, e uma parte dissertação decorrendo nos terceiro e quarto semestres.

Já há algum tempo que andava à procura de uma pós-graduação na área da Arquitectura que me motivasse, mas não estava a encontrar temas que fossem de encontro às minhas inquietações. O tema deste mestrado não podia ser mais oportuno. Resta-me saber terei energia para acompanhar este desafio de fazer um mestrado num departamento de engenharia civil, numa universidade nova para mim e a 125 kms de casa.

Visita à Casa Eficiente NGC by EDP

No passado dia 27 de Junho aproveitei uma estadia em Lisboa para fazer uma visita à Casa Eficiente NGC by EDP.

Já tinha visto alguma informação sobre este  projecto no site da National Geographic mas não era muito claro o que poderia encontrar por lá.

A minha expectativa não era muito alta uma vez que o projecto parecia orientar-se para o público geral e não para público especializado, no qual me incluo, mas como se apresentava como ” um inovador projecto ambiental” lá fui à procura de ser surpreendida.

A Casa Eficiente é, tal como descrito pela NGC,

uma casa comum, com cerca de 100 m2 e tipologia T2 na qual os visitantes poderão conhecer, passo a passo, divisão a divisão (cozinha + sala + quarto de criança + casa de banho + quarto de adulto + espaço exterior com jardim).

Quanto às

sugestões que ajudam a reduzir o orçamento de cada casa e a preservar o Planeta Terra, contribuindo para a redução da “Pegada Humana”

já não me senti muito convencida.

As sugestões, na minha opinião, eram particularmente simplistas. Algumas referiam-se a práticas que não tinham nada de inovador e que remetiam para a recuperação de hábitos de poupança do tempo dos nossos “avós” que entretanto foram postos de lado (como colocar uma garrafa dentro do autoclismo para reduzir a quantidade de água em cada descarga).

Mas o que mais me desiludiu foi a falta de rigor e coerência nos conteúdos expostos.

Sendo a conservação e a educação dois pilares da National Geographic Society – desde a sua fundação em 1888 – a par da investigação e da exploração, a ‘Casa Eficiente NGC by EDP’ surge como a materialização dos mesmos e uma extensão da sua missão.

O que me chamou a atenção em primeiro lugar, claramente por defeito de formação, foi a referência à colocação de elementos de sombreamento no exterior dos vãos numa das notas mas sem que tal se verificasse num único vão dos existentes na Casa. Em todos os vãos não existia senão um rolo no interior.

Outro aspecto que me prendeu a atenção foram duas maquetas de pormenores construtivos da laje de tecto e da laje de piso que tinham sido colocadas num dos quartos, sem que, no entanto, houvesse uma legenda visível que acompanhasse as maquetas e que permitisse a um leigo perceber o que estava à sua frente ou qual a importância das opções que estavam lá representadas (e abstenho-me de comentar se seriam as mais correctas).

Em determinada altura, uma das pessoas que faz as visitas guiadas à Casa disponibilizou-se para alguns esclarecimentos. Depois de uma ou duas perguntas mais técnicas obtive como resposta que a casa tinha como público alvo crianças dos 4 aos 14 anos e que por isso era mais vocacionada para informação relacionada com boas práticas do que com questões construtivas, tendo sido essa a orientação da sua formação. Contra este facto não tinha muito a argumentar senão que essa mensagem não tinha passado para os meios de divulgação do projecto ao público.

No entanto, quando discutíamos a questão do sombreamento dos vãos, a Guia procurou mostrar que apesar de tudo ainda tinha alguma informação técnica e sugeriu que talvez não tivesse sido colocado sombreamento no exterior porque o caixilho e o vidro eram ambos de PVC e especiais para questões térmicas. E aqui tive que fazer o meu papel de formadora :-(

Procurei no vidro a referência à marca e lá mostrei à Guia que se tratava de um vidro da Saint Gobain Glass tipo Climatic e que por isso, o vidro era vidro e não PVC. E que esperava que ela não tivesse passado essa informação aos visistantes porque não tarda teríamos pessoas à procura de vidros de PVC porque tinham visto na Casa Eficiente da NGC/EDP.

Com esta situação a minha desilusão pela falta de inovação transformou-se em preocupação pela falta de rigor na transmissão dos conteúdos. Por se tratar de uma exposição que afinal tinha como público alvo crianças e não o público em geral, a responsabilidade no rigor da informação transmitida deveria ser muitíssimo mais exigente: nos documentos escritos colocados na exposição, nas soluções apresentadas (construtivas ou não), nas práticas descritas e nos esclarecimentos prestados pelas pessoas responsáveis pelas visitas guiadas.

Espero que este tipo de iniciativas continue a existir mas que o rigor pedagógico não seja descurado em detrimento de…

Ah! Já me esquecia! Mas os senhores foram muito simpáticos e ofereceram um pinheiro para nós platarmos. Já está à janela. É o pinheiro da Maria.

AMI – Abrigo Nocturno do Porto

Este projecto foi desenvolvido no âmbito do estágio profissional realizado no Gabinete de Projectos da Câmara Municipal do Porto, entre 2003 e 2004, para a AMI, Assistência Médica Internacional.

Um desafio interessante porque consistia em converter parte de umas instalações industriais na altura utilizadas pela AMI como armazém num Abrigo Noturno, tendo como referência o número de quartos pretendidos e o tipo (triplos), juntamente com o restante programa de apoio, um orçamento reduzido e a intensão de utilizar na obra de construção, sempre que possível, mão de obra voluntária da AMI.

Co-autoria:

Arq. Artur Miranda

Arq. Susana Soares

dsc00032

dsc00013

dsc00015

dsc00007

Concurso EB23 Santa Maria da Feira – 10º Lugar

Hoje saiu o resultado do primeiro concurso de Arquitectura em que participei: Concurso de concepção da Escola EB 23 de Santa maria da Feira.

A nossa equipa ficou em 10º lugar. Foi um bom resultado para primeira participação de uma equipa de arquitectos que, sendo amigos há uns bons anos, nunca tinham projectado juntos. Além de mim, o Carlos Lobão e o Rafael Fortes.

O resultado do concurso pode ser consultado aqui.

Ficam aqui algumas imagens da nossa proposta.

entrada1

fachada-sul

foyer

biblio

audit

© imagens 3d Imaginarq

Lembretes

Recentemente, dei por mim a ter no ambiente de trabalho do meu computador uma lista já razoável de “lembretes” sobre alguns temas que gostaria de aprofundar.

Alguns são ideias soltas. Outros são nomes de pessoas  de quem gostaria de conhecer melhor o seu trabalho. Outros são sobre temas que me interessam e sobre os quais sinto que tenho que me manter actualizada. Etc.

Para ver se me organizo e se deixo de adiar e acumular “pensamentos”, decidi criar este blog onde pretendo ir armazenando toda a miscelânea de interesses que possuo, mas vocacionado principalmente para a Arquitectura.

E, já agora, aproveito para mostrar aqui também alguma da minha Arquitectura. Porque acho que podem ajudar a fazer compreender melhor quem sou e o que faço.

Se amigos, conhecidos ou outros por cá quiserem passar e pensar alto comigo, ainda melhor.