Para quem gostou do vídeo anterior, cá vai uma espécie de continuação.
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Para quem gostou do vídeo anterior, cá vai uma espécie de continuação. Recentemente deparei-me com uma situação que me deixou um pouco perplexa e que parece nada ter a ver com Arquitectura. Logo me dirão. Desde 2006 que dou formação/ consultoria formativa. Por razões diversas, e não porque seja essa a minha vontade específica, essa actividade tem sido desenvolvida na área da informática e não directamente na área da Arquitectura. Dou formação porque é uma actividade através da qual me mantenho activa em termos de estudo, porque me permite criar relações com pessoas com diferentes histórias de vida e experiências profissionais e porque me permite complementar os meus rendimentos profissionais. Em Fevereiro deste ano fui contratada para dar formação em módulos de informática num curso de Educação e Formação de Adultos, de nível III, (equivalência ao 12º ano). Como estes cursos têm dois módulos denominados de “Modelos de Urbanismo e Mobilidade” e de “Culturas de Urbanismo e Mobilidade”, o primeiro da área de competências chave de “Sociedade, Tecnologia e Ciência” (STC) e o segundo de “Cultura, Língua e Comunicação” (CLC), foi-me proposto que desse um desses módulos. Seria uma experiência interessante, e mais próxima da minha área de formação de base. No entanto, logo se verificou que eu não reunia as competências legais para leccionar este módulo. Segundo o Despacho dos Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e do Ministério da Educação, entidades que tutelam o Programa das Novas Oportunidades, onde se definem as competências chave dos formadores dos módulos base onde se inserem os temas de Urbanismo e mobilidade, as minhas habilitações não são adequadas ou suficientes.
Num primeiro contacto com a Ordem dos Arquitectos, através do apoio à prática profissional da Secção Região Norte, a quem expus a situação, foi-me sugerido que complementasse a minha formação de modo a cumprir os requisitos previstos no referido despacho. Essa resposta não acrescentava nada ao que eu própria podia interpretar do despacho. Por isso coloquei a questão à OASRN noutros termos, mais específicos, e que passo a citar:
E depois deste “manifesto” fui contactada pela OASRN que me informou que o assunto seria remetido para Conselho Directivo Nacional da Ordem dos Arquitectos para apreciação. Não sei se terá algum resultado, mas congratulo-me por um pequeno passo que dei na procura de algum reconhecimento das competências dos arquitectos. Depois de um interregno de 6 anos, vou voltar a estudar. Fui aceite no Mestrado em Construção e Reabilitação Sustentáveis, pela Universidade do Minho, para o biénio 2009-2011.
Já há algum tempo que andava à procura de uma pós-graduação na área da Arquitectura que me motivasse, mas não estava a encontrar temas que fossem de encontro às minhas inquietações. O tema deste mestrado não podia ser mais oportuno. Resta-me saber terei energia para acompanhar este desafio de fazer um mestrado num departamento de engenharia civil, numa universidade nova para mim e a 125 kms de casa. No passado dia 27 de Junho aproveitei uma estadia em Lisboa para fazer uma visita à Casa Eficiente NGC by EDP. Já tinha visto alguma informação sobre este projecto no site da National Geographic mas não era muito claro o que poderia encontrar por lá. A minha expectativa não era muito alta uma vez que o projecto parecia orientar-se para o público geral e não para público especializado, no qual me incluo, mas como se apresentava como ” um inovador projecto ambiental” lá fui à procura de ser surpreendida. A Casa Eficiente é, tal como descrito pela NGC,
Quanto às
já não me senti muito convencida. As sugestões, na minha opinião, eram particularmente simplistas. Algumas referiam-se a práticas que não tinham nada de inovador e que remetiam para a recuperação de hábitos de poupança do tempo dos nossos “avós” que entretanto foram postos de lado (como colocar uma garrafa dentro do autoclismo para reduzir a quantidade de água em cada descarga). Mas o que mais me desiludiu foi a falta de rigor e coerência nos conteúdos expostos.
O que me chamou a atenção em primeiro lugar, claramente por defeito de formação, foi a referência à colocação de elementos de sombreamento no exterior dos vãos numa das notas mas sem que tal se verificasse num único vão dos existentes na Casa. Em todos os vãos não existia senão um rolo no interior. Outro aspecto que me prendeu a atenção foram duas maquetas de pormenores construtivos da laje de tecto e da laje de piso que tinham sido colocadas num dos quartos, sem que, no entanto, houvesse uma legenda visível que acompanhasse as maquetas e que permitisse a um leigo perceber o que estava à sua frente ou qual a importância das opções que estavam lá representadas (e abstenho-me de comentar se seriam as mais correctas). Em determinada altura, uma das pessoas que faz as visitas guiadas à Casa disponibilizou-se para alguns esclarecimentos. Depois de uma ou duas perguntas mais técnicas obtive como resposta que a casa tinha como público alvo crianças dos 4 aos 14 anos e que por isso era mais vocacionada para informação relacionada com boas práticas do que com questões construtivas, tendo sido essa a orientação da sua formação. Contra este facto não tinha muito a argumentar senão que essa mensagem não tinha passado para os meios de divulgação do projecto ao público. No entanto, quando discutíamos a questão do sombreamento dos vãos, a Guia procurou mostrar que apesar de tudo ainda tinha alguma informação técnica e sugeriu que talvez não tivesse sido colocado sombreamento no exterior porque o caixilho e o vidro eram ambos de PVC e especiais para questões térmicas. E aqui tive que fazer o meu papel de formadora Procurei no vidro a referência à marca e lá mostrei à Guia que se tratava de um vidro da Saint Gobain Glass tipo Climatic e que por isso, o vidro era vidro e não PVC. E que esperava que ela não tivesse passado essa informação aos visistantes porque não tarda teríamos pessoas à procura de vidros de PVC porque tinham visto na Casa Eficiente da NGC/EDP. Com esta situação a minha desilusão pela falta de inovação transformou-se em preocupação pela falta de rigor na transmissão dos conteúdos. Por se tratar de uma exposição que afinal tinha como público alvo crianças e não o público em geral, a responsabilidade no rigor da informação transmitida deveria ser muitíssimo mais exigente: nos documentos escritos colocados na exposição, nas soluções apresentadas (construtivas ou não), nas práticas descritas e nos esclarecimentos prestados pelas pessoas responsáveis pelas visitas guiadas. Espero que este tipo de iniciativas continue a existir mas que o rigor pedagógico não seja descurado em detrimento de… Ah! Já me esquecia! Mas os senhores foram muito simpáticos e ofereceram um pinheiro para nós platarmos. Já está à janela. É o pinheiro da Maria. Este projecto foi desenvolvido no âmbito do estágio profissional realizado no Gabinete de Projectos da Câmara Municipal do Porto, entre 2003 e 2004, para a AMI, Assistência Médica Internacional. Um desafio interessante porque consistia em converter parte de umas instalações industriais na altura utilizadas pela AMI como armazém num Abrigo Noturno, tendo como referência o número de quartos pretendidos e o tipo (triplos), juntamente com o restante programa de apoio, um orçamento reduzido e a intensão de utilizar na obra de construção, sempre que possível, mão de obra voluntária da AMI. Co-autoria: Arq. Artur Miranda Arq. Susana Soares
Hoje saiu o resultado do primeiro concurso de Arquitectura em que participei: Concurso de concepção da Escola EB 23 de Santa maria da Feira. A nossa equipa ficou em 10º lugar. Foi um bom resultado para primeira participação de uma equipa de arquitectos que, sendo amigos há uns bons anos, nunca tinham projectado juntos. Além de mim, o Carlos Lobão e o Rafael Fortes. O resultado do concurso pode ser consultado aqui. Ficam aqui algumas imagens da nossa proposta.
© imagens 3d Imaginarq Recentemente, dei por mim a ter no ambiente de trabalho do meu computador uma lista já razoável de “lembretes” sobre alguns temas que gostaria de aprofundar. Alguns são ideias soltas. Outros são nomes de pessoas de quem gostaria de conhecer melhor o seu trabalho. Outros são sobre temas que me interessam e sobre os quais sinto que tenho que me manter actualizada. Etc. Para ver se me organizo e se deixo de adiar e acumular “pensamentos”, decidi criar este blog onde pretendo ir armazenando toda a miscelânea de interesses que possuo, mas vocacionado principalmente para a Arquitectura. E, já agora, aproveito para mostrar aqui também alguma da minha Arquitectura. Porque acho que podem ajudar a fazer compreender melhor quem sou e o que faço. Se amigos, conhecidos ou outros por cá quiserem passar e pensar alto comigo, ainda melhor. |
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